Foto: João Pedro Rodrigues/Ascom SSPS
O Senado Federal aprovou, na última quarta-feira (18), um Projeto de lei (PL) que prevê o uso imediato de tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres. Agora, a proposta segue para sanção do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
De autoria dos deputados federais Marcos Tavares (PDT-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS), com relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), o texto determina a ampliação de recursos públicos para a compra do equipamento por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).
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Segundo o projeto, a vítima de violência poderá receber um dispositivo de segurança para alertar uma possível aproximação do agressor. A proposta ainda pretende aumentar a pena imposta pela Lei Maria da Penha de um terço até metade a mais. Hoje a detenção é de 2 e 5 anos, mais multa.
O que diz a lei hoje
Atualmente, a Lei Maria da Penha já autoriza aplicação do dispositivo, no entanto é opcional. A única medida protetiva imediata que as autoridades podem adotar é o afastamento do agressor do local em que a vítima reside.
O projeto propõe que sejam tomadas providências imediatas assim que houver o primeiro risco à vida, integridade física ou psicológica da vítima ou de seus dependentes.
Em 2025, o Brasil registrou o maior número de casos de feminicídio já contabilizados no país, com o total de quatro mulheres assassinadas por dia. Os dados fazem parte do indicador do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que reúne dados de todos os distritos.
No total, foram registrados 1.470 feminicídios, número que superou o do ano de 2024 – que já havia batido o recorde anteriormente.
*Com informações da Agência Senado