Foto: Polícia Civil (Divulgação)
Joias que teriam sido alvo dos assaltantes no roubo, praticado em dezembro do ano passado
Sete pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por suspeita de envolvimento em um assalto a joalharia de Paraíso do Sul, final do ano passado. O crime, que ocorreu em dezembro e teve como alvo um estabelecimento localizado na Rua Max Retzlaff, foi planejado de dentro de um presídio.
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O inquérito policial exigiu quatro meses de investigações, durante os quais foram cumpridos mandados de busca, realizadas perícias e desenvolvidas diversas diligências policiais que permitiram esclarecer a dinâmica do assalto e identificar os envolvidos.
De acordo com a apuração da Delegacia de Polícia de Paraíso do Sul, o crime teria sido combinado por apenados da Penitenciária de Agudo. As investigações apontaram que os principais executores são de outras regiões do Estado e teriam se deslocado até o município exclusivamente para praticar o assalto. Para isso, os criminosos contaram com o apoio de pessoas que já conheciam a região.
Ainda segundo a Polícia Civil, a investigação foi complexa porque não havia imagens de câmeras de monitoramento, tanto nas ruas do município quanto no estabelecimento comercial. Apesar das dificuldades, os investigadores conseguiram identificar todos os envolvidos e os vínculos existentes entre os integrantes do grupo criminoso.
Dos sete indiciados, cinco já se encontram presos.
O assalto
Na manhã de uma sexta-feira, 12 de dezembro, dois homens armados entraram no estabelecimento e anunciaram o assalto. Um dos suspeitos usava moletom preto. Após a ação, a dupla fugiu em um Fiat Palio cinza.
Testemunhas relataram que o veículo seguiu em direção à região da rodoviária. Buscas foram feitas na ocasião, mas ninguém teria sido preso.