faxinal do soturno

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Todo lugar tem sua história, suas lendas e curiosidades, seus fatos pitorescos e, é claro, sua gente. São as pessoas, famosas ou anônimas, que dão vida a uma cidade. Nas ruas centrais de Faxinal do Soturno, o Diário encontrou, além de monumentos, estátuas, templos e prédios históricos, estabelecimentos e figuras populares. Não é por acaso que Faxinal já foi chamada de a Capital do Carinho.

O bar e a barbearia
Em um prédio de dois pisos, na Avenida Vicente Pigatto, fica a Lancheria da Gema, um dos pontos de encontro dos mais antigos da cidade.  O local simples, com mesinhas na calçada, funciona como bar, ao lado de um hotel da mesma família. Vende bebidas, lanches, cigarro. O estabelecimento, que leva o nome da atual proprietária, Gema De David, 82 anos, é um dos mais tradicionais de Faxinal e foi fundado pelo pai dela, Victorio, e pelo tio, Carlos, imigrantes italianos, há quase um século. 

Jardineiro e guia turístico
Na praça central, a Vicente Pallotti, crianças brincam nos escorregadores, balanços e gangorras sob os olhares atentos das mães na tarde de sol. O responsável pela manutenção do espaço Claudir Prestes, 50 anos, funcionário da prefeitura, conta ter descendência alemã, apesar do sobrenome português. Ele é o responsável pela limpeza, pela grama aparada e pelo jardim. Descontraído e prestativo, Claudir improvisa como guia turístico quando perguntado sobre dois monumentos da praça e outros pontos visitados na cidade. Antes, porém, ele diz que é servidor público e que não seria a pessoa mais indicada para falar. No local, há uma réplica reduzida do Columbus, o navio que trouxe os italianos do outro lado do oceano para a Região Central do Rio Grande do Sul. Não menos atraente, o Monumento ao Imigrante Italiano é uma homenagem aos colonizadores da Quarta Colônia.

Um dos últimos relojoeiros
Do outro lado da Praça Vicente Pallotti, a reportagem encontra um santa-mariense de nascimento e faxinalense de coração. O relojoeiro Valdenir Lucas Packeiser, 72 anos, aposentou-se no ano passado desde que o prédio foi interditado, segundo ele, por ser patrimônio histórico. Se a construção for tombada, como ele garante que vai acontecer, o mesmo não se pode dizer da profissão que escolheu há 46 anos, quando trocou o Coração do Rio Grande por Faxinal.

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