Evento tradicional para a cadeia arrozeira do estado, a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas está programada para 24 a 26 de fevereiro de 2026, na Embrapa Clima Temperado, em Capão do Leão. O evento deve reunir cerca de 20 mil visitantes, entre representantes de diversos estados e até de países estrangeiros, o que reforça a importância da orizicultura gaúcha para o Brasil e o mundo. A programação inclui debates de mercado, conjuntura econômica e integração cadeia-mercado, temas importantes em um momento em que produtores enfrentam custos altos e pressões por produtividade.
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Tecnologia e inovação
A Abertura da Colheita está colocando tecnologia no centro das discussões do arroz, desde drones até integração de sistemas produtivos, sinalizando a busca por aumento da eficiência e sustentabilidade diante dos desafios de custos e clima. Essa edição chega com forte foco em inovação, tecnologia e mercado, reunindo produtores, técnicos e pesquisadores, com destaque para arenas de tecnologia, uso de drones e debates sobre sustentabilidade e competitividade.
Destaque para pecuaria
A pecuária vem com um dos destaques na programação, mostrando um movimento de conexão com outras cadeias reforçando estratégias produtivas interligadas (como integração lavoura-pecuária) que podem contribuir para renda e resiliência no campo. Além disso, mostra um olhar mais amplo para sistemas integrados de produção e para oportunidades econômicas nos espaços rurais.
Colheita da azeitona
O Rio Grande do Sul, maior produtor de oliva e azeite do Brasil, anunciou uma alteração na data da tradicional Abertura Oficial da Colheita da Oliva na safra 2025/26. A 14ª edição do evento será realizada no dia 17 de abril, em Triunfo (RS). A mudança de data, que tradicionalmente era em fevereiro, está alinhada ao ritmo das atividades no campo, já que os produtores estão mobilizados no pico da colheita neste mês e sua participação acaba sendo reduzida no evento.
Cenário global
A produção de azeite de oliva é uma indústria concentrada principalmente na Bacia do Mediterrâneo, em países como Espanha, Itália, Grécia e Portugal que respondem por cerca de 70% da produção mundial, que fica entre 3,0 a 3,5 milhões de toneladas por safra. O Brasil é o segundo maior importador global de azeite de oliva, com mais de 99% do que é consumido no mercado interno vindo do exterior. A produção local atende menos de 1% da demanda nacional
Cenário gaúcho
No estado, principal polo com 75% da produção brasileira, a olivicultura já soma mais de 6,2 mil hectares. Com produtores distribuídos em mais de 110 municípios, com destaque para Pinheiro Machado, Canguçu, Caçapava, Cachoeira do Sul, São Gabriel e Bagé. Os volumes produzidos chegaram a 580 mil litros na safra de 2022/23, embora oscilações climáticas tenham impactado safras mais recentes. As variedades mais cultivadas são a arbequina e koroneiki presentes em mais de 90% dos pomares além das variedades picual, arbosana e frantoio, sendo a produção gaúcha voltada para azeite.
Perfil de produtor
Os produtores gaúchos cultivam olivais entre 10 e 50 hectares, frequentemente aliados a outras atividades, como soja, arroz, uvas e pecuária. Muitos possuem perfil empreendedor e tecnificado, incluindo empresários urbanos que investem no agro e produtores que buscam diversificar a renda com uma cultura de alto valor agregado. Em sua maioria, são produtores de médio porte, voltados ao mercado premium e focados na produção de azeite extravirgem de qualidade.