Saiba as vantagens da nova BR-392, entre Santa Maria e Santo Ângelo, para o Estado

Diante de projeto de grandes obras, é normal a população não acreditar que irão mesmo sair do papel ou criticar que vão demorar demais. Foi isso que se viu nos comentários de internautas nas redes sociais, opinando sobre o projeto do Dnit de construir futuramente uma extensão da BR-392 ligando Santa Maria a Santo Ângelo. Pessoas perguntando se seria para 2050. Ou dizendo que talvez só seus netos iriam ver essa obra. Infelizmente, no Brasil, grandes projetos como esse demoram acima do normal. Porém, por outro lado, é preciso compreender que obras grandes como essa não nascem da noite para o dia.

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A proposta da nova BR-392 surgiu há cerca de 10 anos, e desde a ideia inicial, já ocorreram os estudos de viabilidade técnica e ambiental e, agora, está na fase da elaboração dos projetos de engenharia, que vão definir os detalhes dos aterros, pontes e tudo o que terá na rodovia ao longo desses 223 quilômetros. É preciso ir a campo, analisar, verificar e, depois, planejar e traçar todos os detalhes dos projetos de engenheria. Envolve também conversar com os os donos das propriedades afetadas. Os mapas de satélites até ajudam, mas tem coisas que são demoradas. Atualmente, o traçado final foi definido, e a previsão é que todos os projetos da nova estrada estejam prontos no segundo semestre de 2027.

Outro ponto importante: só é possível ir atrás de verbas e fazer a licitação das obras depois de ter os projetos de engenharia prontos. Não há como fazer licitação só com base em uma ideia. Portanto, é fundamental que o Dnit tenha esses projetos para planejar obras a médio e longo prazos, que vão sendo licitadas conforme a disponibilidade de Orçamento. Agora que os acessos da nova ponte do Guaíba, a duplicação da BR-116 e da Travessia Urbana de Santa Maria estão acabando – e daqui a alguns anos, quando a duplicação da BR-290 for concluída –, com certeza o Dnit terá condições de prever verbas para a nova BR-392 ou outra obra federal aqui no Estado. Então, ter o projeto pronto é um passo importante.

Como os 223 km estão divididos em 5 lotes (trechos), a ideia é fazer a obra em etapas, até porque uma rodovia como essa deverá custar mais de R$ 2 bilhões, com base nas projeções atuais de que um quilômetro custa mais de R$ 10 milhões. E a construção do trecho próximo de Santa Maria seria prioridade.

Os benefícios

Com essa nova BR-392, entre Santa Maria e Santo Ângelo, o plano do Dnit é concluir esse contorno de Santa Maria, permitindo que parte do trânsito pesado, de caminhões e veículos, não precise passar pelo meio da cidade, onde a velocidade é menor e há mais congestionamentos. O contorno permitiria, por exemplo, que carretas que trazem soja e milho da região noroeste passem ao lado de Santa Maria, chegando no Arenal e descendo até o porto de Rio Grande.

Como agora o Dnit conseguiu incluir no projeto da nova BR-392 a ligação do Arenal até o Trevo do Santuário, essa nova rodovia também permitiria que a safra da Quarta Colônia possa seguir direto do Trevo do Santuário até a BR-392, no Arenal. Mais uma opção: quem vai da Quarta Colônia em direção a Rosário não precisaria mais passar por dentro de Santa Maria. Outra vantagem: a nova BR-392 passaria a ser um acesso asfáltico de Santa Flora e de Arroio do Só, pois cruzará perto da sede dos distritos. Beneficiaria moradores e seria importante para o escoamento da safra.

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