Soja registra quebra menor do que o esperado, enquanto arroz tem boa produtividade na Região Central

Soja registra quebra menor do que o esperado, enquanto arroz tem boa produtividade na Região Central

Foto Vinicius Becker

Apesar do temor de que a quebra da safra de soja da região poderia passar de 15%, como era projetado em março, a partir das primeiras lavouras colhidas, a Região Central se encaminha para o final da colheita com uma projeção de quebra bem menor, de 6%. A outra boa notícia vem do arroz, que não terá perdas neste ano, fechando com uma produtividade alta, dentro do esperado. Esse é o balanço parcial da safra, divulgado pela Emater Regional. O que ainda preocupa muito os agricultores são os preços baixos.


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Segundo o gerente da Emater Regional, Guilherme Passamani, a produtividade inicial da soja era estimada com uma média de 51 sacas por hectare, mas deve fechar em 48 sacas (-6%). Ele lembra que essa é a média, pois as chuvas foram muito variadas, com produtores colhendo só 30 sacas por hectare onde faltou chuva em janeiro, enquanto outros colheram 80 sacas de média. Quanto à área plantada, que ficava na faixa de 1,060 milhão de hectares nos 35 municípios da Emater Regional de Santa Maria, acabou registrando uma leve redução, ficando em 1,035 milhão de hectares. Parte dessas lavouras deu espaço para o gado, principalmente.

 
Já no arroz, em que são 124 mil hectares plantados, a produtividade média ficou em 160 sacas por hectare, sem nenhuma perda registrada. Esse grande volume de grãos tanto da soja quanto do arroz significa o início de uma retomada do setor, que foi fortemente afetado nos últimos 5 anos e tem muitos produtores com grandes dívidas. Passamani lembra que será preciso mais 4 a 5 anos de colheitas boas para o setor voltar a se equilibrar. 


O cenário é mais desafiador porque os preços estão baixos e, no arroz, mesmo quem colheu bem praticamente não terá lucro. É que a saca do grão está na faixa de R$ 61 – há um ano, valia R$ 75. Já a soja teve queda dos preços nas últimas semanas, parte dela por conta da desvalorização do dólar. A saca de soja valia nesta terça (05) R$ 114, enquanto há um mês estava na faixa de R$ 120 – mesmo valor de 1 ano atrás. Preço que já não era muito bom, diante dos altos custos de produção.

 
Os agricultores já haviam sofrido com aumento do preço do adubo na guerra da Ucrânia, e agora, os valores subiram mais 60% por conta da guerra no Irã. Para piorar, o diesel subiu mais de R$ 1 o litro desde fevereiro, o que impactou nos custos da colheita e do transporte da safra.

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