O Supremo Tribunal Federal (STF) está no olho do furacão, seja pelos excessos cometidos e decisões que não agradaram, especialmente pelas condenações dos atos de 8 de janeiro de 2023, seja pelas suspeitas que recaem a alguns ministros,como Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, envolvendo o rumoroso escândalo do Banco Master. Por essas e outras, o STF virou bandeira de pré-campanha de presidenciáveis, aproveitando o momento de desgaste da Suprema Corte perante a opinião pública.
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Embora tenha amenizado os ataques ao STF, o pré-candidato do PL, o senador Flávio Bolsonaro, é um dos críticos do Supremo, principalmente de Moraes, algoz do seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nome do PSD ao Palácio do Planalto, o ex-governador Ronaldo Caiado (GO) também colocou na sua agenda o debate sobre o mandato dos ministros da Corte.
Contudo, o opositor mais contundente do STF é o ex-governador Romeu Zema (Novo), que, nas redes sociais, tem defendido até prisão de Toffoli e Moraes, apesar de não ter processo formal sobre ambos. Ele comprou uma briga com Gilmar Mendes, que saiu em defesa dos dois colegas: “É, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e seus membros após ter, durante sua gestão, solicitado ao Tribunal medidas que permitiram ao governo estadual adiar, por pagamento de parcelas de sua dívida com a União. E Zema rebateu: “Você (Gilmar) pode estar acostumado a ameaçar seus amiguinhos da velha política, que jogam tudo para debaixo do tapete e resolvem nas escondidas. Comigo é diferente”.