EUA amplia métodos de pena de morte e nova política autoriza execuções por pelotão de fuzilamento

EUA amplia métodos de pena de morte e nova política autoriza execuções por pelotão de fuzilamento

Foto: South Carolina Department of Corrections via AP

O pelotão é formado, geralmente, por três atiradores voluntários, que disparam simultaneamente a uma curta distância

O governo dos Estados Unidos anunciou, nesta sexta-feira (24), a ampliação dos métodos autorizados para a aplicação da pena de morte no âmbito federal. A nova diretriz, vinculada à gestão do presidente Donald Trump, inclui a possibilidade de execuções por pelotão de fuzilamento, além da retomada do uso de injeções letais.

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A medida foi divulgada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que afirma cumprir uma orientação do governo para agilizar e ampliar a aplicação da pena capital. Também passam a ser considerados métodos como asfixia por gás nitrogênio e eletrocussão.

Na prática, a decisão estabelece um parâmetro federal, já que a pena de morte nos Estados Unidos é descentralizada e depende da legislação de cada estado. Atualmente, estados como Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah já permitem execuções por fuzilamento.


Como funciona uma execução por pelotão de fuzilamento

A execução por pelotão de fuzilamento segue um protocolo rigoroso nos estados onde é permitida nos Estados Unidos. O procedimento ocorre dentro de uma câmara específica, com o condenado preso a uma cadeira e com um alvo posicionado sobre o coração.

O pelotão é formado, geralmente, por três atiradores voluntários, que disparam simultaneamente a uma curta distância, cerca de 4,5 metros. Os rifles e os executores não ficam visíveis para as testemunhas, mas todos utilizam munição real.

Segundo especialistas, o método provoca perda de consciência quase instantânea, já que os disparos atingem diretamente o coração, interrompendo o fluxo sanguíneo para o cérebro. A morte ocorre em seguida, por hemorragia.

Após os tiros, um médico avalia o condenado e declara o óbito. Em seguida, o local é isolado e as testemunhas são retiradas, conforme o protocolo adotado pelas autoridades prisionais.


Mudança retoma política de Trump e contrasta com gestão Biden

O uso da injeção letal, embora previsto na legislação federal, havia sido suspenso em diversos estados durante o governo do ex-presidente Joe Biden. À época, estudos apontavam que o método poderia causar dor e sofrimento desnecessários aos condenados. No novo comunicado, o Departamento de Justiça classificou essa avaliação como “profundamente falha”.

Segundo o órgão, a inclusão de diferentes métodos busca garantir a continuidade das execuções mesmo diante da escassez de medicamentos usados nas injeções letais – problema registrado recentemente em alguns estados.

Casos recentes ilustram essa diversidade de práticas. Em 2025, um condenado foi executado por fuzilamento na Carolina do Sul. Já em 2024, o Alabama passou a utilizar a asfixia com gás nitrogênio, método que gerou críticas de organizações internacionais, incluindo a ONU, que apontaram possível caracterização de tortura.

A nova diretriz também retoma uma promessa de campanha de Trump. Durante seu primeiro mandato (2017–2021), o republicano reativou execuções federais após um intervalo de quase duas décadas, com 13 condenados mortos por injeção letal. Já na gestão Biden, houve a comutação de penas de dezenas de presos no corredor da morte federal, e apenas três execuções foram realizadas.

Com a mudança, o governo norte-americano sinaliza uma política mais ampla e flexível para a aplicação da pena de morte, em meio a um cenário de divergências legais e debates sobre os métodos utilizados.

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