Tragédia em Santa Maria

AO VIVO: encerrado o primeiro dia de julgamento da Kiss, em Santa Maria

Lizie Antonello

"

O primeiro julgamento do Caso Kiss começou às 9h40min desta terça-feira, na Justiça Militar, em Santa Maria. Uma hora antes, familiares das vítimas do incêndio começavam a chegar ao plenário da auditoria militar. Eles colocaram faixas com as fotos e pedidos de justiça no portão de entrada do Fórum.

Bombeiro sócio de empresa que fez obras na Kiss atuou ilegalmente, diz promotor

O salão está lotado. Mais de 20 bombeiros acompanham o julgamento. Ao todo, oito réus estão presentes. Nesta terça, três serão ouvidos. Além do promotor Joel Dutra, o promotor Cesar Carlan faz parte da acusação.

O julgamento começou com a leitura do relatório do Inquérito da Policial Militar (IPM), a pedido da defesa. O texto, lido pela assistente da Justiça Militar, trata da aplicação e validade do Sistema Integrado de Gestão de Prevenção de Incêndio (SIG-PI). Em seguida, foram lidos alguns depoimentos dados durante o processo. Às 11h, começou a fala do Ministério Público (MP).

A sessão foi interrompida para o almoço às 12h30min e retomada às 13h30min.

Acompanhe:



Leia todas as notícias sobre o Caso Kiss

Apesar das explanações começarem na terça, a sentença para todos os réus só será proferida ao fim do segundo dia, provavelmente, no final da tarde de quarta-feira. O julgamento é composto por cinco votos dos integrantes do Conselho Especial de Justiça composto por uma juíza de Direito (concursada) e quatro juízes militares, oficiais da Brigada Militar de Porto Alegre. Vence a maioria dos votos.

O resultado do julgamento pode ser a condenação, absolvição ou desclassificação de um ou mais crimes. Os acusados respondem pelos crimes militares de prevaricação, inobservância da lei e inserção de declaração falsa em documento público. No caso de condenação, o conselho pode optar pela suspensão condicional da execução da pena. Ou seja, pode determinar que o réu cumpra certas exigências definidas pelo conselho em vez de ir para a prisão.

A substituição está prevista no Código Penal Militar para crimes com pena inferior a dois anos e que não tenham restrição ao benefício, como crime de violência a um superior, por exemplo. Além disso, só têm direito os réus sem antecedentes.

O PROCESSO

- Em 23 agosto de 2013, a Justiça Militar recebeu a denúncia do MP, abriu processo contra oito réus
- A fase de instrução começou em 5 de novembro de 2013. 18 testemunhas de acusa"

Carregando matéria

Conteúdo exclusivo!

Somente assinantes podem visualizar este conteúdo

clique aqui para verificar os planos disponíveis

Já sou assinante

clique aqui para efetuar o login

Anterior

Motorista que fugiu após acidente com morte em Santa Maria deve se apresentar à polícia

Próximo

Ponte que caiu em Jaguari é isolada

Geral