Afetada pela estiagem, causada pela baixa frequência de chuvas neste ano, a soja pode ter uma safra tímida em 2023. Segundo divulgado pela Emater-RS, a perda média calculada no município devido aos efeitos da seca está em 50%, com produtividade de 1.620 quilos por hectare (kg/ha). Em um discurso focado no otimismo e resiliência, o governador ressaltou que apesar das dificuldades, a celebração da colheita é uma valorização de quem produz.
– No caso da colheita da soja, alguns poderiam perguntar o que estamos festejando. A resposta é que estamos comemorando a capacidade de trabalho e a resiliência dos produtores rurais – ressalta.
E sobre o combate a estiagem, que tem afetado diversos municípios gaúchos, Eduardo Leite afirmou que um novo plano de irrigação está em fase de finalização pelo governo.
– É um plano com boas condições de estimular os produtores a buscar esses recursos. Nossa gestão está comprometida com o setor – afirma.
Quem também falou foi o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação, Giovani Feltes. Ele afirmou que o governo é parceiro das entidades e dos produtores para a construção e a gestão de políticas públicas e programas que busquem minimizar esses efeitos, assim como na busca por superar a frustração da expectativa quanto à produtividade das lavouras.
Após a abertura da colheita, a cerimônia oficial aconteceu na Associação dos Funcionários da Cocevvil (Afuco), com as presenças dos secretários estaduais de Desenvolvimento Econômico, Ernani Polo (MDB), e de Habitação e Regularização Fundiária, Fabricio Peruchin (União Brasil), e do líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Frederico Antunes (Progressistas). O prefeito de Santa Maria, Jorge Pozzobom (PSDB), também acompanhou o evento.
No Rio Grande do Sul, a previsão é colher 14,1 milhões de toneladas de soja, uma quebra estimada em 31% pela Emater em relação à safra 2021/2022.
*Com informações da Secretaria de Comunicação do Rio Grande do Sul