Foto: Vinicius Becker (Diário)
Embora o El Niño já esteja oficialmente estabelecido, os efeitos mais intensos do fenômeno ainda não foram sentidos no Rio Grande do Sul. A avaliação é do meteorologista Daniel Caetano, que projeta um início de inverno com chuvas abaixo da média e temperaturas ligeiramente mais baixas que o normal. Segundo ele, as mudanças mais significativas devem ocorrer somente a partir da segunda quinzena de agosto, com aumento do volume de precipitações e maior influência do fenômeno durante a primavera. A estação começa oficialmente neste domingo (21).
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De acordo com Caetano, junho já apresenta um comportamento típico desse período de transição, com precipitações inferiores à média histórica e temperaturas máximas e mínimas levemente abaixo do esperado.
– No momento, nós já estamos com a condição de El Niño presente. Até agora, a gente ainda não sentiu as consequências do aumento das chuvas associado ao fenômeno. Isso deve ocorrer mais para o mês de agosto – explica.
Segundo o meteorologista, a tendência é de que julho mantenha o padrão observado nas últimas semanas, com predomínio do tempo seco.
– Esse início de inverno deve permanecer seco, como está sendo também o mês de junho. Nós estamos com chuvas abaixo da média e temperaturas mínimas e máximas levemente abaixo da média – afirma.
Chuvas devem aumentar a partir do fim de agosto
A influência mais significativa do El Niño deve começar a aparecer na segunda metade de agosto, com maior frequência de chuva e aumento dos volumes acumulados, cenário que tende a se intensificar ao longo da primavera.
– As chuvas devem começar a ficar acima da média no final de agosto. Setembro será um período de maior atuação do fenômeno El Niño e a influência deve ser ainda mais significativa na primavera – destaca Daniel.
Atualmente, o fenômeno é classificado como de forte intensidade, o que reforça a possibilidade de precipitações acima da média nos próximos meses.
Julho deve concentrar maior número de geadas
Além do tempo mais seco, o inverno também será marcado por ondas de frio mais frequentes. Conforme o meteorologista, as temperaturas devem permanecer dentro da média ou ligeiramente abaixo dela, especialmente em junho, julho e na primeira quinzena de agosto.
– A gente prevê uma maior frequência de ondas de frio, o que deve manter as temperaturas mínimas e máximas dentro da média e levemente abaixo da média – observa.
As condições também favorecem a ocorrência de geadas, principalmente durante o mês de julho.
– O pico das geadas deve ocorrer em julho. Esse deve ser o mês em que observaremos a maior frequência desse fenômeno – projeta.
Para Caetano, apesar de o El Niño já estar em atuação, os principais impactos do fenômeno sobre o regime de chuvas no Rio Grande do Sul ainda estão por vir e devem ser percebidos principalmente entre o final do inverno e o início da primavera.
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