A Polícia Civil entregou, nesta sexta-feira, à Justiça, o inquérito sobre o sumiço de R$ 625 mil do Clube Recreativo Dores. Depois de dois anos e seis meses de investigações, nenhuma pessoa foi indiciada por esse fato. Porém, durante as investigações e a análise dos documentos, a polícia descobriu uma suposta fraude na contabilidade do clube. Nesse novo caso, duas pessoas foram indiciadas.
De acordo com o delegado Marcos Vianna, que era titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil e responsável pelo inquérito do sumiço de R$ 625 mil, não foi possível apurar o momento em que os valores foram subtraídos do clube nem os responsáveis pelo suposto desvio de dinheiro.
O inquérito foi aberto em março de 2012, e seis pessoas foram investigadas. Nesse período, a polícia cumpriu mandados de busca nas duas sedes do clube e nas casas de servidores e diretores. Durante a investigação, foram pedidas a quebra do sigilo bancário dos diretores e funcionários e duas interceptações telefônicas de dois diretores. Além disso, cerca de 40 pessoas prestaram depoimento. No total, o inquérito reúne nove volumes de documentos referentes à investigação.
Paralela à investigação, a Polícia Civil acabou descobrindo uma suspeita de fraude nos documentos de contabilidade do clube, o que levou ao indiciamento de duas pessoas pelo crime de estelionato: um diretor e um dono de uma empresa que presta serviços para o clube. Os nomes dos indiciados não foram divulgados pela Polícia Civil. De acordo com o delegado, a empresa cobrava um valor por um determinado serviço e emitia nota fiscal, e esse valor era debitado da conta do clube. Porém, parte desse dinheiro teria sido desviado para um diretor do clube suspeito de cometer a fraude.
O advogado do Clube Dores, Sérgio Blattes, disse que não teve acesso ao relatório do inquérito e, portanto, não poderia comentar o assunto.