Pela primeira vez no Brasil, o congresso mundial da raça Brangus está sendo realizado em Londrina, no Paraná, até 24 de março. O evento reúne mais de 2,5 mil participantes de 11 países e 17 estados brasileiros para debater tendências da pecuária de excelência. A programação inclui julgamentos de animais rústicos e de argola, eventos gastronômicos, leilões e giras técnicas por criatórios no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
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Estado terá a maior delegação do Mundial
O Rio Grande do Sul vai a Londrina com a maior delegação de animais entre os estados participantes, como uma projeção de que mais de 50% dos animais inscritos nas pistas do Mundial sejam gaúchos. De acordo com o presidente do Núcleo Brangus Sul, Gabriel Barros “Estaremos com a maior representatividade do evento, e esse protagonismo não é circunstancial. O estado é celeiro genético da raça, concentrando mais de 50% dos animais Brangus registrados no Brasil”.
Reconhecimento da carne brasileira
O evento ocorre em um momento estratégico para a pecuária nacional, marcado por uma mudança no posicionamento da carne bovina do país no mercado externo. Segundo Barros, o Brasil tem ocupado mercados que antes eram atendidos por Austrália e Estados Unidos, que atualmente não conseguem suprir a mesma demanda.
- Quem compra carne brasileira, prova e reconhece a qualidade - destaca.
Barros ressalta que o diferencial do país está na capacidade de produzir em grande escala, aliada à adaptabilidade da raça Brangus a diferentes condições climáticas, mantendo o respeito às normas ambientais e aos princípios de sustentabilidade.
Gira técnica em solo gaúcho
Antes do início da programação em Londrina, o Rio Grande do Sul integrará oficialmente o roteiro do Mundial com uma gira técnica da Associação Brasileira de Brangus por quatro propriedades referência na raça: GAP e Tellechea & Associados, em Uruguaiana, Sigma Brangus, em Santana do Livramento e La Estancia, em Pantano Grande. A escolha das fazendas seguiu critérios técnicos e logísticos.
- São propriedades com forte representatividade de Brangus, trabalham com a raça há bastante tempo e possuem volume expressivo de animais. Além disso, carregam tradição, história e consistência produtiva - explica Gabriel Barros.
Noz-pecã cresce e fortalece produção no RS
O Rio Grande do Sul lidera a pecanicultura no Brasil, concentrando 92% da área plantada e 88% da produção, seguido por Santa Catarina e Paraná. A Abertura da Colheita da Noz-Pecã, que ocorre em 8 de maio em Nova Pádua, marca o início da safra e reúne produtores, autoridades e a comunidade para valorizar o trabalho no campo e impulsionar a economia local. O evento terá três momentos: palestras e workshops técnicos, espaço para expositores e a cerimônia oficial em um pomar da região.
Pecanicultura avança
O estado possui mais de 6 mil hectares de noz-pecã cultivados por cerca de 1.500 produtores, com destaque para a Depressão Central, o Vale do Taquari e a cidade de Cachoeira do Sul. Após anos de dificuldades climáticas, a safra atual pode chegar a 7 mil toneladas, com qualidade para o mercado interno e exportação. Segundo Claiton Wallauer, a cadeia da pecã no país está se adaptando a normas internacionais, enquanto a cultura tem crescido nos últimos 15 anos com investimentos em tecnologias de processamento.