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A Associação dos Transportadores Urbanos (ATU) de Santa Maria afirmou que, diante do aumento de quase R$ 1,50 no litro de óleo diesel nas últimas semanas devido à guerra no Oriente Médio, pediu um subsídio emergencial para a prefeitura ou a redução de horários de linhas de ônibus na cidade. As empresas do transporte coletivo alegam que terão um custo mensal de R$ 365 mil além do normal.
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- Há chance de reduzir o número de linhas, mas quem vai decidir isso é o poder concedente, já que o Executivo que decide. Vivemos um momento totalmente adverso e um problema muito grande que é a escassez do diesel. Vamos pedir a redução do número de horários nas linhas em dias de semanas, sábados e domingos. Temos de adequar o sistema, para que a gente possa equilibrar a situação e atender a todos. Poderá, em alguns horários, sofrer dificuldade e oferta de horários, e pedimos a compreensão dos usuários. É para reduzir o consumo porque distribuidoras e TRRs estão reduzindo a entrega. Pedimos diesel para chegar na segunda, e entregam na quarta-feira. Esse aumento de despesa que teremos em um mês implicará em R$ 365 mil a mais que não temos. Hoje o sistema do transporte coletivo percorre 650 mil km mês. São 247 mil litros de combustível consumidos por mês - disse o presidente da ATU, Luiz Fernando Maffini.
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Segundo ele, as alternativas à redução de horários dos ônibus seriam a revisão tarifária (novo aumento da passagem) ou subsídio emergencial pago pela prefeitura para cobrir esse aumento expressivo do preço do óleo diesel.
- A gente sabe: é uma medida muito difícil, adversa e antipática. A gente não gosta de aumento e de cobrar mais, mas a informação das distribuidoras é que o diesel continuará aumentando de preço. Então, precisamos fazer análise das linhas para tomar uma atitude com menos impacto na vida do trabalhador. Vamos concluir o estudo amanhã (terça) e enviar a prefeitura. O Executivo é que vai decidir - disse Maffini, citando que cidades como São Leopoldo, Santiago e Santo Ângelo já tiveram redução de horários aos finais de semana para economizar diesel e ter menor impacto nos custos das empresas.
O Diário tenta contato com a prefeitura de Santa Maria, mas até a publicação dessa reportagem, não havia recebido retorno.
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