Na coluna sobre saúde deste semana atrever-me-ei a não tratar do tema da saúde/doença, mas quero voltar o meu olhar e o olhar do leitor para a ausência de saúde, para a falta de equilíbrio e a própria dificuldade que temos de fazer escolhas “óbvias”.
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Saúde
O conceito de saúde é “um completo bem estar físico, mental e social e não apenas ausência de doença” (OMS). Pois bem, é um conceito exigente e muito difícil de ser atingido, uma vez que, nossa cotidianidade leva-nos a estar em constante busca de equilíbrio e não a busca do completo bem estar...
Reflitamos
De que equilíbrio estamos falando? O que está acontecendo com a sociedade em que aas opções pessoais tem mais e maior valor do que o bem coletivo? É estarrecedor abrir a tela do celular, a página do jornal ou ligar a televisão é ver que ele matou a mulher que amava porque ela não quis permanecer na relação.
Dói demais
Saber que por um domínio de terra e/ou da vida, por subjugar outro ser humano mata-se milhares e milhões de pessoas e a gente segue a vida, segue nossos trabalhos e nossa missão com um nó na garganta, sem a mínima condição e tempo para chorar, indignar-se e agir...
Compromisso
O equilíbrio social passa por uma saúde pessoal e comunitária e ambas só podem ser vividas quando aqueles dotados de (cons)ciência for capazes de sair de si em busca de um bem para todos. Ao celebrarmos 75 anos de província com Sede em Santa Maria, as irmãs franciscanas testemunham o seu compromisso com uma sociedade mais humana e humanizadora como fez São Francisco de Assis.
Onde está nossa saúde?
Se você e eu enxergarmos a violência contra uma mulher, uma criança, um idoso (sendo seletiva) e passarmos ao largo sem a mínima disposição interior para ajudar, pedir socorro e se indignar, após o evento perguntemo-nos: onde está a nossa saúde?
Mulheres
Nós irmãs não deixamos ser subjugadas pela sociedade, mas em nome da nossa espiritualidade buscamos ofertar para essa mesma sociedade o que nos foi dado pela graça de Deus, o dom da nossa vida e da nossa vocação. Assim, sugiro que, cada ser humano busque um bom propósito para viver e lembre-se que, a saúde pessoal é fruto e consequência de uma saúde coletiva. Vou tomar emprestado as palavras de Mercedes Sosa “Eu só peço a Deus que a dor não me seja indiferente que a morte não me encontre um dia solitária”.