Ser feliz é só uma questão de escolha

Para chegar à felicidade é necessário percorrer um caminho. Às vezes, é preciso retirar pedras, outras vezes, uma montanha. E o que é ser feliz? Muita gente confunde felicidade com alegria, riqueza ou fama. Uma coisa não impede a outra, depende do preço que se paga. Felicidade não tem preço, tem conquista.

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Na vida, sempre teremos dificuldades, desafios, aflições e até provações. Jesus disse: “No mundo, tereis aflições, mas tendo bom ânimo, eu venci o mundo”. Nesta afirmação, o Mestre dá uma clara dimensão da vida, em seus planos material e espiritual. Seus ensinamentos deixaram marcas no mundo material, mas sua grande vitória veio na lição espiritual da ressurreição.

 
Para Aristóteles, a felicidade é o fim supremo e o bem maior da vida, entendida não como um estado passageiro, mas como uma atividade da alma. É o esplendor do ser humano, alcançado através do exercício da razão, do equilíbrio e da temperança. O filósofo grego dizia que “somos o que fazemos repetidamente, a excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”. Uma escolha. É pelo autodomínio e disciplina que alcançaremos o aperfeiçoamento e a felicidade.

 
Viktor Frankl, criador da Logoterapia e sobrevivente do Holocausto, disse que ser feliz com o que está ao nosso alcance não significa conformismo passivo, mas sim uma escolha ativa de atitude diante das circunstâncias, focando no sentido em vez de apenas se apegar a perdas ou a dissabores passageiros. Quando não podemos mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós mesmos.

 
Um bom exercício é fazer uma lista, de um lado as coisas que causam infelicidade, e de outro aquilo que dá sensação de paz e bem-estar. Veja pelo que realmente vale a pena lutar, e quantos pequenos aborrecimentos não fazem nenhum sentido. Quantas coisas te fizeram perder o sono, tempo, saúde e até amigos e que não têm nenhuma importância.
Ser feliz é uma decisão. O dom de ser feliz está dentro de cada um de nós, e o passo a passo não vem com manual, é construção individual, na convivência coletiva. Agora e depois.


Avanço da educação especial muda realidade dos municípios
Os números mostrados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), indicando grande aumento de matrículas na educação especial em 2024 e 2025, estão mudando a realidade do ensino público no Brasil. Com alta expansão desde 2020 (1,5 milhão, 60% na rede municipal), os números causam impacto ainda maior pela forte expansão entre alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que já representam 52,8% das matrículas. Este setor cresceu 397% no mesmo período.

Novas contratações
A contratação de profissionais de apoio teve aumento de 254%, de 2020 a 2024, chegando a 153,7 mil trabalhadores, com impacto anual de R$ 32 bilhões. Neste mesmo tempo já foram registradas 53 mil ações judiciais para novas contratações. O custo dessas ações aos municípios já passa de R$ 100 mil.

Os números em Santa Maria
A Rede Municipal de Ensino registrou, em 2024, 1.130 estudantes de inclusão (Educação Especial) matriculados. Em 2025, foram 1.380, e em 2026, até o momento, 1.225. Este número vai aumentar, porque muitos laudos ainda devem chegar à Secretaria Municipal de Educação.
No âmbito de atuação da 8ª. Coordenadoria Regional de Educação, com 23 municípios, foram matriculados 1.072 estudantes em educação especial em 2024, 1.176 em 2025, e 1.276 em 2026, até o momento.

Revisão do pacto federativo
A CNM defende a revisão do pacto federativo e do modelo de financiamento da educação especial e do atendimento às pessoas com deficiência, além do cumprimento da exigência constitucional de indicação de fonte de recursos para criação de novas despesas. O sistema público deve se preparar em todos os sentidos, sobretudo nas áreas financeira e pedagógica, para responder a esta nova realidade.


Esperança Medianeira chega na Páscoa
A Fazenda da Esperança Medianeira inaugurará oficialmente suas atividades de acolhimento na região da Arquidiocese de Santa Maria, na Páscoa. O trabalho na comunidade já está em andamento desde novembro de 2025, quando religiosos vinculados à obra chegaram à região e iniciaram o processo de estruturação do espaço, organização interna e planejamento da sustentabilidade. Foram feitos ajustes físicos na Casa, para receber os novos usuários.

Sob nova direção
A unidade funcionará em Ivorá, em espaço que pertence à Arquidiocese de Santa Maria. Segundo a assessoria de comunicação, o fechamento da unidade anterior ocorreu no segundo semestre de 2025, quando havia cinco acolhidos no local. O projeto será dirigido diretamente pelos responsáveis da Fazenda da Esperança, uma comunidade terapêutica da Igreja Católica com mais de 40 anos de atuação na recuperação de dependentes químicos e alcoólicos.

Origem
Fundada na década de 1980, em Guaratinguetá (SP), pelo frade Francisco Hans Stapel e pelo leigo Nelson Giovanelli, a obra está presente em diversas regiões do Brasil e em outros países. É reconhecida como Associação Internacional de Fiéis e desenvolve seu trabalho a partir de três pilares: trabalho, convivência e espiritualidade.

Método
A dinâmica é baseada na vivência comunitária, na dignidade do trabalho e na experiência da fé cristã como caminho de reconstrução pessoal e reinserção social. O ingresso é voluntário e envolve critérios próprios de avaliação, definidos pela coordenação da instituição. A previsão inicial é começar com o atendimento de aproximadamente 15 a 20 acolhidos, ampliando gradualmente conforme a estrutura estiver plenamente organizada.

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