A Agência de Desenvolvimento de Santa Maria (Adesm) está fazendo a diferença para o futuro da cidade. Ajuda a verificar e estimular vocações locais, articula discussões setoriais e contribui para atrair novos investimentos ao município. Fundada em 2011, mas sua origem remonta a 1988, ano em que foi fundado o Fórum das Entidades Empresariais. Os passos que levaram à sua fundação e que se seguiram até hoje são sinais de uma evolução. Hoje, a Adesm tem como missão pensar a cidade a longo prazo, lançar sementes e persistir nesses projetos, ainda que mudem os governos e suas prioridades.
- Nós começamos querendo o desenvolvimento da cidade. Depois, passamos a buscar o desenvolvimento sustentável. Agora, a meta é ter, em 2030, uma cidade sustentável e com qualidade de vida, o que significa crescimento econômico e em outras áreas, como saúde e educação - explica o diretor-presidente da Adesm, Vilson Serro.
O ano de 2030 é a meta para a realização dos planos do Movimento a Santa Maria que Queremos, iniciado em 2009. Em mais de 800 encontros e a participação em pesquisas que atingiram 10 mil pessoas, os santa-marienses puderam opinar sobre o que são as prioridades para a cidade. Isso também ajudou o grupo a discernir a vocação do município. Definidas as vocações, é possível concentrar esforços do poder público e das entidades locais para atrair empresas que realmente tenham potencial de vir para a cidade e motivar o crescimento dos negócios locais nesse setor.
Santa Maria quer ser polo
- Pudemos definir os polos de desenvolvimento local. Um deles é o conhecimento, que precisa ser melhor explorado. A saúde, em que Santa Maria já foi reconhecida, mas perdeu esse posto. E outro com grandes oportunidades é o polo de defesa. Para isso, desde o começo tivemos a participação dos comandantes do Exército, o que foi muito bom - explica Diogo de Gregori, superintendente-executivo.
Gregori citou ainda outras áreas em que Santa Maria também pode crescer: o meio ambiente, como um tema transversal aos demais, a agricultura com foco na produção de alimentos, o turismo, sobretudo o religioso, de eventos e de aventura, e a economia criativa, que é aproveitar as inovações em cultura, tecnologia e novas mídias para gerar empregos e crescimento.
União de esforços para fazer a cidade crescer
Um dos princípios da Adesm é trabalhar com a chamada tríplice hélice, em que os esforços de empresas, universidades e do poder público se somam para tomar a frente nas iniciativas. Assim, busca-se desenvolver as vocações locais, como a economia criativa e o polo de conhecimento. Antes mesmo de existir, já estava entre as metas da Adesm a criação do Tecnoparque, ampliando o serviço prestados pelas incubadoras tecnológicas, que hoje são três na cidade.
A meta para 2030 é dobrar o número de vagas de incubação de empresas, a fim de alavancar o crescimento dos negócios nascidos nas universidades. Outra ação que já deu resultados foi o enquadramento dos arranjos produtivos locais no projeto do governo do Estado.