Foto: Rian Lacerda (Diário)
Longas filas no primeiro dia de Feira do Peixe Vivo na Gare
A 34ª Feira do Peixe Vivo abriu as vendas com intensa movimentação e filas formadas antes mesmo das 8h da manhã desta terça-feira (31). O evento, que projeta comercializar entre 40 e 60 toneladas de pescado até a Sexta-feira Santa (3), atraiu centenas de santa-marienses à Gare, o ponto central de. comercialização A procura foi grande e, por volta das 10h, as espécies com os preços mais acessíveis como a carpa cabeça-grande (R$ 14,90 o quilo) e as carpas prateada e húngara (R$ 18,90) já haviam se esgotado temporariamente nas bancas, reflexo da alta demanda no primeiro dia. De acordo feirantes, ao longo do dia iam ser repostos mais peixes dessas espécies.
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A percepção de que a feira está mais barata é o principal atrativo para os consumidores. A professora aposentada Arteniza Trindade Rodrigues, 66 anos, saiu do Bairro Camobi logo cedo para garantir o almoço do feriado e notou a diferença nos valores na hora de comprar sua carpa-capim.

– Até diminuiu um pouco os preços em relação ao ano passado. Dá para aproveitar e levar mais peixinho. Eu sempre venho e já compro tudo hoje – relata a aposentada, que prefere resolver as compras logo na abertura das bancas para não correr o risco de ficar sem o produto desejado.
A praticidade e o frescor do pescado também motivam a ida antecipada aos estandes. A confeiteira Jaqueline Martins da Silva, 41 anos, participa do evento pelo segundo ano consecutivo e aproveita o serviço de limpeza oferecido na Gare pelo custo de R$ 10 a unidade.
– Você pega o peixe fresquinho, já paga a limpeza ali, leva ele limpinho e faz o filé em casa. O preço tá muito bom, bem mais em conta, com certeza. Eu estou levando uma carpa prateada e uma tilápia, e queria uma traíra ainda, mas não chegou. Vou ver se volto depois para comprar – conta a confeiteira.
Renda para a agricultura familiar
Organizada pela Associação dos Piscicultores de Santa Maria (Apism), a feira conta com a produção de criadores locais de regiões como Boca do Monte, Santo Antão, Arroio Grande e Arroio do Só. O presidente da entidade, José Antônio Martins Machado, 57 anos, destaca que as vendas desta época representam um ajuste fundamental na renda anual dessas famílias. Ele celebra o fluxo do primeiro dia e deixa um alerta aos consumidores.
– Nós (feirantes) chegamos aqui às 7h30min, começou a chegar o peixe e já tinha uma fila esperando. O pessoal está buscando. A gente convida para que não deixem para a última hora. No momento que sobrar um tempinho, venha garantir o seu pescado. Nós vamos ficar aqui até umas 20h, enquanto tiver peixe das últimas cargas, a gente vai estar vendendo – explica Machado.
O presidente da Apism também reforça a comodidade do serviço de abate e limpeza para quem tem receio do preparo em casa.
– Você que mora em apartamento pode vir comprar o seu peixe, leva limpinho para casa, não tem problema, é só fritar. Chega em casa, corta e bota numa banha ou num azeite bem quente que vai ficar uma delícia – orienta o produtor.
Serviço da 34ª Feira do Peixe Vivo
Quando: De 31 de março a 2 de abril, das 8h às 19h. Na Sexta-feira Santa (3 de abril), o atendimento será das 8h ao meio-dia.
Limpeza: Disponível na Gare por R$ 10 a unidade.
Pontos de comercialização
- Gare (Centro): Ponto central, com serviço de abate e limpeza.
- Bairro Tancredo Neves: Avenida Paulo Lauda (com abate).
- Bairro Juscelino Kubitschek: Rua Radialista Osvaldo Nobre com Estrada Capitão Amaro Vasco da Cunha (com abate).
- BR-392: Próximo à empresa John Deere (com abate).
- Bairro Patronato: Avenida Walter Jobim.
- Distrito de São Valentim: BR-158, junto à Fruteira Feltrin.
Valores por quilo
- Carpa cabeça-grande: R$ 14,90
- Carpas prateada e húngara: R$ 18,90
- Carpa capim e Tilápia: R$ 22,90
- Peixes nativos (traíra, jundiá, pacu e piava): R$ 22,90