A suposta violência política de gênero alegada pela vereadora Helen Cabral (PT) por parte do colega Tony Oliveira (Podemos), ocorrida no começo de dezembro de 2025, parou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE). No último dia 20, a ouvidora especializada em Gênero, Raça e Diversidades do TRE, desembargadora Caroline Agostini Veiga, encaminhou ofício à direção do Legislativo de Santa Maria solicitando informações sobre “eventuais providências adotadas” pela Casa, a partir da formalização por Helen de uma denúncia à Corte.
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O caso envolvendo os vereadores ocorreu em meio a uma discussão tensa entre base e oposição sobre o projeto acerca do empréstimo do 13º salário aos servidores municipais. Helen relatou que Tony, que precisou ser contido por assessores, “partiu pra cima de forma violenta, aos gritos, em clara tentativa de intimidar”. À época, a petista cobrou providências da direção da Mesa tanto em nota quanto em manifestação na Tribuna. “Não se trata de disputas políticas, nem de divergências parlamentares, trata-se de violência política de gênero. Nada disso pode ser normal, naturalizado e silenciado”, declarou Helen na oportunidade.
Tony também se manifestou em nota e na Tribuna sobre o episódio. Ele afirmou que o desentendimento na sessão não teria relação com Helen, mas, sim, com outro parlamentar de oposição. E negou qualquer comportamento agressivo, seja físico ou verbal, contra a vereadora ou sua equipe. Apesar disso, pediu desculpas pelo “momento de exaltação”. (...) “Durante esse momento (bate-boca entre parlamentares), a vereadora Helen começou a filmar a discussão. Em nenhum momento, houve agressão física ou verbal de minha parte, como alguns estão tentando insinuar”, afirmou Tony à época.
Agora, o caso repercute no Tribunal Regional Eleitoral, que aguardará um posicionamento da Câmara de Santa Maria.