As lições da Páscoa

A Páscoa Cristã é uma tradição cujas raízes repousam no judaísmo e que nos dias atuais quase não guarda nenhuma relação com a festa original. O grande objetivo era comemorar a libertação do povo hebreu de uma escravidão de 400 anos, imposta pelo Egito. Sendo uma celebração religiosa, lida com símbolos, metáforas e com a linguagem dos sonhos.

Dizem alguns historiadores que na tradição da Páscoa era necessário alimentar-se de uma experiência de dor, por isso a figura do cordeiro imolado, que antes de ser sacrificado convivia uma semana com as famílias, como se fosse um dos seus. A dor da perda era o preço da libertação espiritual. Essa dor, em grau muito maior, foi experimentada pelos que conviveram com Jesus. Com uma grande diferença: Ele prometeu que mesmo depois de sua morte continuaria com eles. E voltou, provando o que havia prometido.

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O sentido da Páscoa continua sendo o da passagem. Da escravidão para a libertação, como na tradição judaica, ou da morte para a vida, como acreditam os cristãos de todas as religiões.

Na verdade, a Páscoa não deve ser uma celebração de apenas um dia, mas um compromisso permanente de mudança e de valorização da vida em todas suas formas. O Cristo, que deu um novo sentido à festa judaica, continua habitando entre nós, nas ruas, nos hospitais, nos asilos, nas penitenciárias, nas casas humildes ou abastadas, nos templos e casas de orações, nos parlamentos, em todas as instâncias de poder, pedindo que cessem as guerras criadas pelos homens, motivados pela ganância, pelo desejo desenfreado de dominação, pela violência entre as nações, mas também a violência nos lares e em todos os lugares.

Jesus veio para acalmar as tempestades, assim como fez em alto mar, quando os apóstolos saíram para pescar. Ele quer que reine a paz, que a intolerância seja vencida pelo respeito às diferenças e divergências, e que o ódio seja vencido pelo amor.

É importante que se faça uma reflexão sincera e corajosa sobre as lições que a Páscoa nos traz ainda hoje, para que sejamos merecedores de todo o sacrifício de quem plantou sementes de amor e de esperança para uma vida melhor. Agora e depois.


Um Carnaval histórico

Entre heranças, diferenças e semelhanças com governos anteriores, Rodrigo Decimo vai deixar seu nome na história do Carnaval de Rua de Santa Maria. No mesmo nível a Liga das Escolas de Samba e a Frente Parlamentar da Câmara de Vereadores. Blocos e escolas de samba proporcionaram uma noite de muito brilho, alegria e um grande espetáculo popular. Deixar a cidade 11 anos sem carnaval foi um erro enorme. A vibração e o aplauso de mais de 18 mil pessoas foram a grande demonstração de aprovação. Projetar o tamanho do carnaval de 2027 pode ser cedo, mas a certeza que ficou depois que passou a última escola de samba é que ele veio para ficar.

Terça cultural

Aplauso para o projeto Vitrine Cultural que estreou terça-feira, dia 31 de março, no Café do Theatro Treze de Maio. Abrir espaço para artistas consagrados e para os que estão pedindo passagem, é uma forma de atrair o público, fortalecer o potencial cultural da cidade e provocar um olhar diferente sobre a arte, instrumento de transformação e de construção de um mundo melhor para viver e conviver.

Espaço fechado

Um local importante para a cultura de Santa Maria continua fechado. Há algum tempo foi noticiado que o Centro de Atividades Múltiplas Maestro Garibaldi Pogetti seria reformado. Pouco foi feito, pelo menos até onde se pode observar, e as informações são escassas. O que se sabe é que a Ordem de Serviço já foi assinada, mas ainda está numa etapa preliminar. A prefeitura informou que deve atualizar as informações em breve. ​É o que se espera.

Malha ferroviária

Situação da Rumo Malha Sul e o futuro da malha ferroviária no Rio Grande do Sul serão debatidos em audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Câmara Federal na próxima terça-feira, dia 7 de abril, em Brasília. O deputado federal Luiz Carlos Busato (União Brasil), que pediu a audiência, disse que o objetivo é garantir que a nova licitação preveja investimentos capazes de recuperar a capacidade de escoamento de cargas e a competitividade da agroindústria gaúcha, diante da proximidade do fim da atual concessão, em março de 2027.

A academia e a vida real

Empresário Vitor Moreira fará uma exposição no Curso de Educação Especial da Universidade Federal de Santa Maria na próxima quinta-feira, dia 9 de abril, às 19h30min, para alunos da disciplina de Deficiência Visual (DV). Vitor, hoje com 73, é deficiente visual desde os 38 anos, quando sofreu um glaucoma irreversível. Além de dirigir duas empresas, uma revenda de automóveis e outra na área da construção civil, tem se dedicado a projetos de cunho social. O convite foi feito pela professora Andreia Ines Dillenburg e pela acadêmica Cárin Zuchetto, que em seu trabalho de conclusão de curso (TCC) terá como tema o exemplo de superação de Vitor Moreira.

E o caminhão?

Diante do grande sucesso, mais uma vez, da Feira do Peixe Vivo, leitor perguntou: por onde anda o “Caminhão do Peixe”, que durante algum tempo cumpriu um roteiro na cidade? Bem que a Secretaria de Desenvolvimento Rural, em parceria com a Associação dos Piscicultores, poderia pensar na volta desta venda itinerante. Público consumidor não vai faltar.

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Vicente Paulo Bisogno

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