Essa semana ocorre, em Não-Me-Toque, a Expodireto Cotrijal que é a maior feira agrícola do sul do Brasil. Esse é momento importante para os agricultores conhecerem as novas tecnologias desenvolvidas pela indústria e as novidades que chegaram no campo nos próximos anos.
UFSM na Expodireto
Como já é tradição, a nossa UFSM irá participar da Expodireto 2026. Nesse ano, o estante terá a participação de 19 projetos de ensino, pesquisa e extensão. Durante os cinco dias de feira serão abordados temas estratégicos, tais como, agricultura de precisão, irrigação, produtividade da soja, inovação tecnológica no campo, análise ambiental e desenvolvimento regional. Portanto, essa é uma ótima oportunidade para todos nossos agricultores conhecerem alguns dos projetos desenvolvidos na UFSM.
Safra de soja
As lavouras de soja seguem bastante variadas na região, tendo desde áreas com alta potencial até áreas onde o potencial produtivo foi seriamente comprometido, principalmente nas áreas semeadas mais no cedo. A maior parte das lavouras se encontra em fase de enchimento de grãos, ou seja, ainda precisamos mais algumas chuvas para que a planta possa fechar seu ciclo.
Expectativa de produção
Ainda é cedo para definirmos quanto será a média de produtividade no Estado e na nossa região. As previsões de algumas consultorias têm apresentado uma média nacional de cerca de 62,5 sacas/ha, ou seja, um incremento de mais de 4% em relação a safra passada. A previsão de média para o Rio Grande do Sul é de 47 sacas/ha, entretanto, tudo irá depender das chuvas nas próximas semanas.
Mercado da soja
O preço da soja na região segue em torno de R$ 120 por saca, mas os últimos conflitos mundiais estão trazendo muitas incertezas. Alguns analistas de mercado citam que a soja pode pegar carona no petróleo e poderíamos ter uma reação nos preços. A Guerra tem influencia direta nos preços das commodities agrícolas e principalmente nos insumos para a próxima safra. Sendo assim, em alguns casos a troca de grãos por insumos futuros pode ser uma boa alternativa.
Arroz
A colheita do arroz já teve inicio na região, as estimativas apontam que cerca de 10% da área já foi colhida. As perspectivas de produtividade da cultura são boas, afinal tivemos uma condição ambiental que foi favorável a cultura praticamente durante todo o seu ciclo. Infelizmente, o preço segue sempre o principal problema, lembrando mais uma vez que nesses patamares de preço, os nossos agricultores estarão pagando para trabalhar. Sendo assim, ainda se tem a esperança que tenhamos uma reação no preço do arroz.