O caçapavano Luís Vagner Vivian assumiu, na metade de janeiro, o cargo de diretor executivo de futebol do Grêmio. Antes de chegar ao Tricolor, ele estava desempenhando a função de gerente de planejamento e operações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Formado em Educação Física pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e especialista em gestão esportiva e em treinamento desportivo, o profissional já havia trabalhado na equipe gremista entre 2010 e 2014.
Ele falou ao programa CDN Entrevista, com o jornalista Pedro Pavan.– A minha função é gerir todo o departamento de futebol e isso inclui as categorias de base. Cheguei há poucas semanas e ainda estou me inteirando de muitas coisas, mas a ideia é colocar nosso trabalho em prática o quanto antes. Um clube de futebol do tamanho do Grêmio tem uma complexidade, que, às vezes, as pessoas não entendem como funciona. Queremos cada vez mais informar a torcida e a imprensa de uma linha de profissionalização que queremos buscar em todos os setores. Estou no meio de uma engrenagem e tenho que fazer que tudo saia da melhor forma possível – explica.
Vivian comentou sobre a relação com centroavante Luis Suárez, grande contratação do Grêmio na temporada.– Ele é um grande profissional e tem o lado humano muito bom. Suárez é supertranquilo e o grupo o recebeu muito bem. Só escutamos elogios de quem está próximo dele e convive com ele no dia a dia. É um ser humano do bem, bastante simples – conta o dirigente do Tricolor.Vivian também revela como é a rotina ao lado do técnico Renato Portaluppi.
– O Renato tem um histórico de atleta vencedor e treinador que ganhou títulos com o clube, o que facilita muitas coisas para ele aqui em termos de entendimento para quem trabalha com ele. Já trabalhei com ele na minha passagem anterior pelo clube. Temos uma relação de confiança e estamos conseguindo implantar alguns detalhes, justamente por termos confiança um no outro. Acredito que vamos ter um ano muito bom – comenta.
Na Seleção
Antes de chegar na Arena, o último trabalho do profissional natural de Caçapava do Sul foi na CBF. Ele traz detalhes dos oito anos em que esteve na Seleção.– Cheguei na CBF, a princípio para trabalhar na logística e estive presente em dois ciclos de Copa do Mundo. Fiquei de 2014 até o final da última Copa. Ao longo dessa passagem, tive uma mudança de função, seguia supervisionando a logística, mas, nos últimos quatro anos, eu era o gerente de planejamento de seleções. Eu trabalhava junto da comissão técnica, quanto a organização de jogos, marcação de amistosos. Nesta parte final, era um cargo mais ligado à gestão do que de logística – complementa Vivian.
Relação com Santa Maria
Luís Vagner Vivian se formou em Educação Física na UFSM, em 2006. Ele conta que sempre que pode visita a cidade natal e também o Coração do Rio Grande.– Eu fui morar em Santa Maria com 21 anos. Fiquei aí de 2002 a 2006. Até hoje tenho duas irmãs que moram aí e sempre que eu consigo vou na cidade e relembro os bons tempos de universidade. É uma época em que passamos trabalho, mas que depois é bom relembrar. Sobre a região, dou um pulo em Caçapava sempre que possível para ver meus pais. Eles ainda moram lá. Gosto muito de ir para fora, no Interior, para o sítio. Me considero muito raiz e gosto disso – completa o profissional.