Foto: Divulgação
A prefeitura de São Pedro do Sul emitiu um alerta preventivo sobre o aumento de focos do mosquito Aedes aegypti, que é o principal transmissor da dengue, após o Levantamento de Índice Rápido de Aedes aegypti (LIRAa) realizado em janeiro deste ano atingir 9,3% no município. Apesar do cenário de infestação, o setor de endemias confirma que, até o momento, não há casos confirmados ou suspeitos da doença em 2026.
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Segundo o chefe do setor de endemias de São Pedro do Sul, Émerson Silveira, o risco de epidemia ocorre devido à presença do mosquito em quase toda a área urbana do município. Segundo os dados técnicos, a cada 100 residências vistoriadas, praticamente 10 apresentavam focos do mosquito. A preocupação das autoridades de saúde é que a alta densidade populacional do inseto pode causar uma transmissão rápida caso o vírus comece a circular ou pessoas infectadas cheguem à cidade.
Focos dentro das residências

De acordo com Silveira, o levantamento realizado pelas equipes de campo aponta que a grande maioria dos criadouros do mosquito está localizada dentro dos pátios das residências. Entre os pontos críticos identificados estão bebedouros de animais, pratos de flores, tonéis para armazenamento de água da chuva e pequenos descartes, como tampinhas de garrafa e cascas de ovo.
O chefe do setor de endemias explica que a mobilização da comunidade é o fator decisivo para reverter os índices atuais:
– O risco de epidemia existe justamente porque o mosquito está espalhado por quase toda a área urbana. Se o vírus começar a circular agora, a transmissão vai ser muito rápida porque tem mosquito de sobra. A mensagem que estamos tentando passar é que o combate depende muito da população. Se cada um tirar 10 minutos por semana para dar uma geral no pátio, conseguimos baixar esse índice e evitar que esse risco vire uma epidemia de fato.
Ações de fiscalização

Para conter o avanço do mosquito, a equipe de endemias mantém visitas diárias aos imóveis da cidade. O trabalho inclui a aplicação de larvicida em recipientes onde não é possível eliminar a água parada e a borrifação de inseticida em pontos estratégicos mapeados pelo setor.
Além das visitas domiciliares, os agentes intensificam a fiscalização em locais com maior potencial de acúmulo de água. A orientação da prefeitura é que os moradores colaborem com a entrada dos profissionais e sigam as instruções de higiene nos pátios.
Cuidados recomendados à população
- Manter caixas d’água bem fechadas
- Colocar areia até a borda nos pratos de plantas
- Não acumular água da chuva em recipientes
- Manter tonéis e barris tampados
- Guardar garrafas viradas para baixo
- Limpar calhas e ralos
- Trocar diariamente a água de potes de animais
- Cuidar de piscinas, inclusive as de plástico
- Destinar corretamente o lixo
- Usar repelente em áreas de risco