UFSM tenta reverter corte orçamentário de R$ 19 milhões

Eduarda Costa

UFSM tenta reverter corte orçamentário de R$ 19 milhões

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) se organiza para pressionar o Governo Federal na tentativa de reverter o novo bloqueio orçamentário anunciado na última sexta-feira (27), no valor de R$ 19 milhões. O valor representa um terço do recurso anual da UFSM, que havia sido aprovado no início do ano pelo Conselho Universitário no valor total de R$ 59 milhões, para pagamento de contratos terceirizados, contas de água, luz e telefone. O bloqueio também afeta todas as universidades e institutos federais do país.

Na última semana, a UFSM já havia reajustado as despesas e cortado R$ 2 milhões em contratos de portaria e vigilância do campus. Conforme o reitor da UFSM Luciano Schuch, o novo corte inviabilizaria o funcionamento da instituição e por este motivo, reuniões com reitores e representações políticas da região estão sendo planejadas para tentar reverter o corte.

— Todos os serviços da universidade serão impactados. Os recursos de Ensino, Pesquisa e Extensão representam R$ 12 milhões para todo o ano. Como nós pagaremos a nossa conta de luz, que custa R$ 1,3 milhão por mês? Essa conta é muito difícil de fechar. Todos os setores vão sofrer se o governo não reverter esse corte — afirma Schuch.

Ainda, a universidade possuía recurso de R$ 4 milhões reservados para investimentos, como melhorias de prédios e compra de novos equipamentos como computadores e materiais de pesquisa, mas que também foram retirados pelo governo do orçamento anual da instituição.

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ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL

A assistência estudantil é uma das principais prioridades da gestão de Schuch na UFSM, uma vez que garante a permanência dos estudantes na universidade, que são, em sua maioria (65%) carentes. Porém, com o possível corte orçamentário, até mesmo este setor pode ser afetado, em especial, no Restaurante Universitário (RU).

— O que está em risco, hoje, é um recurso adicional que colocamos no Restaurante Universitário para que ele possa funcionar, de R$ 4 milhões. O que pode acontecer é termos que restringir o acesso a estudantes com benefício socioeconômico, os alunos carentes. Mas para os demais, se não houver uma reversão, talvez tenhamos que ter uma medida drástica como essa.

MOBILIZAÇÃO

Por se tratar de um bloqueio orçamentário, que ainda não foi propriamente retirado, uma reunião entre os reitores das instituições afetadas foi marcada para o fim da tarde desta segunda para organização de posicionamento e mobilização. Também estão previstas ações junto a lideranças políticas da região, na tentativa de pressionar os Ministérios da Economia e da Educação.

— A partir desta semana, a ideia é conversar com vereadores e deputados que representem a nossa região, para, cada vez mais, sensibilizar o Governo Federal sobre a importância de reverter o bloqueio das universidades e institutos federais.

A Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), publicou no sábado (28) uma nota com o posicionamento contrário da entidade frente o corte, e mobilizou a reunião para cobrar a recomposição do orçamento.

Eduarda Costa, [email protected]

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