A nova geração para os livros

Uma notícia alviçareira (termo que só se lê em livros) começa a circular com cada vez mais força nas mídias on e off-line: o retorno do interesse nos livros. Sim!!! Porque em meio a fadiga digital, ao cansaço que começa a tomar conta de muitos por estarmos em demasia hiperconectados e plugados a todo instante, ter um um momento para si, longe das telas e com um bom, velho, querido é muito bem-vindo livro nas mãos, começou a virar hábito de luxo: o de se dar um tempo para si.

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E não apenas os livros tem ocupado esse espaço do chamado “aspiracional”, mas também o vinil, os CDS e até mesmo DVDs - ainda que tenhamos oferta aos milhares, com apenas um apertar de botão -, o ritual de, por exemplo, escolher o disco, tirar da capa, observar minusciosamente o encarte e colocar a agulha sobre a faixa escolhida, se transformou em um exercício de prazer em degustar melhor os momentos, ao invés de apenas consumir tudo desenfreadamente.

Bom para os saudosistas, sim, mas melhor ainda para as novas gerações. Que ao invés de se tornarem zumbis robotizados, vão poder reviver velhos hábitos, ainda que de um jeito totalmente novo. E isso é o que mais me encanta no que tenho visto e falarei a seguir.

O antigo de um jeito novo

O que me refiro aqui é que os chamados “velhos hábitos”, passam a se apresentar de um jeito novo. Se aprimorados ou não, vai do gosto e até do “bolso” de cada um. Digo isso para falar, como exemplo, de “retiros de leitura”, onde leitores - especialmente os mais abastados - pagam para de “isolar” e poder desfrutar de horas de leitura e total desconexão do mundo digital. Apenas um lugar sofisticado ou isolado, com a garantia de que será apenas você, seu livro e o silêncio.

E o investimento em algo que está bem ao seu alcance, também aparece na nova geração dos discos de vinil. Levando ao consumo de músicas disponíveis por centavos de dólar nas plataformas digitais, trocadas por um investimento às vezes próximos de centenas de dólares, para ter um álbum físico nas mãos.

Habito de consumo? Colecionismo? Preciosismo? Seja como for, me atenho mais a louvar o fato de que as pessoas possam buscar uma alforria das telas, para ter outros meios de se entreter, se instruir e viver no mundo real.

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Armandinho Ribas

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