Manter-se em cargo público (e, ainda, político) é, por si só, um desafio. Já acumular estada longa em função específica é uma proeza. Assim é a situação de um cargo de confiança dentro da Câmara: Lucas Saccol Meyne. O advogado é desde 2022 o procurador jurídico.
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Ele emplaca cinco anos seguidos à frente do setor que é o para-raios de todas as demandas que batem à porta do Parlamento. No período, foi referência em orientações, pela ordem, aos presidentes João Vargas (PL); Givago Ribeiro (PSDB); Manoel Badke (Republicanos); Admar Pozzobom (PSDB) e, agora, Sergio Cechin (PP). Mas o primeiro a afiançar o nome dele e dar a oportunidade de mostrar a que veio foi Alexandre Vargas (Republicanos), que presidiu a Casa em 2018.
Nesse período, não foram poucos os percalços. Entre as “pautas-bomba”, ele contabiliza desde pedido de cassação do então prefeito Jorge Pozzobom; a revisão do Plano Diretor e também do Código de Obras e, ainda, uma pandemia pelo caminho.
O grande ativo dele, contudo, é o que Meyne oferece a quem passou pela Presidência: nenhum comprometimento do CPF e do patrimônio pessoal. Além disso tem trânsito junto ao TCE, o que o credencia (ainda mais) ao status de procurador influente.
Atuante junto aos bastidores, também tem trânsito e canal direto com os que tomam as decisões no Executivo. Sem exagero, é dito que, em caso de eventual virada de Mesa junto à eleição à Mesa, edis da oposição nem ficam ruborizados de dizer: Lucas Meyne só deixa a Procuradoria, se assim quiser. Pois é.
O rolo do PP/RS
Se em Santa Maria o Progressistas (PP) tem divisão (objeto de nota específica nesta página), a situação é ainda pior no Estado. Um pedaço quer consorciar-se eleitoralmente com o PL e apoiar Luciano Zucco ao Piratini. Outra parte gostaria mesmo é de seguir no projeto liderado por Eduardo Leite, do PSD, e que patrocina o nome de Gabriel Souza, o atual vice, do MDB, ao governo. Os dois lados falam ainda em candidatura própria.
O rolo do PP/RS II
Por conta de decisão do diretório, há duas semanas, em encontro boicotado por parte importante da sigla, e que definiu a saída do PP do governo gaúcho, o secretário de Desenvolvimento Rural, Vilson Covatti, pediu o boné, em ato aceito pelo governador. Tanto mais significativa é a atitude quando se sabe tratar-se nada menos que o pai de Covatinho, o presidente estadual pepista. A questão: como essa ronha acaba?
Dúvida cruel?
Chega a ser curioso: militantes graúdos do PT santa-mariense, dos vários que se manifestam nas redes sociais, parecem não ter candidato à Assembleia Legislativa. Referem-se às pré-candidaturas de Paulo Pimenta (foto) ao Senado e Valdeci Oliveira à Câmara dos Deputados. E simplesmente silenciam em relação ao nome do partido, da cidade, ao parlamento gaúcho. E não é porque não queiram. Simplesmente não sabem.
Dúvida cruel? II
Ainda que fontes partidárias admitam que já há desgastes e que a disputa, até onde se sabe, é muito leal, se dá mesmo entre Sidinei Cardoso (vereador e presidente da sigla) e Valdir Oliveira (edil petista mais votado), também têm pretensões reais as parlamentares Helen Cabral e Marina Callegaro. O fato é que o tempo passa e a impressão é que o PT da comuna está à espera de alguma invocação externa.
Para fechar!
Há uma questão que mexe com os vereadores de Santa Maria, no retorno após recesso de verão: a prefeitura reapresentará ou não o projeto de reforma previdenciária, retirado no final do ano? E, se fizer isso, será em termos diferentes? E mais, encaminhará proposta para mudar a planta de valores dos imóveis para fins de IPTU? Ou aguardará? Dúvidas...