Assim é o PP de Santa Maria: sem lideranças nem liderados, mesmo contando com o presidente do Legislativo, Sérgio Cechin. Com uma bancada parlamentar reduzida à metade – passada uma legislatura –, o que era para ser o maior e mais expressivo partido da direita local, minguou.
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Ainda que seja detentor do cargo de vice-prefeito (com Lúcia Madruga), a sigla é pequena (quase inexpressiva) dentro do governo municipal. Ocupa hoje pastas com rala expressividade, e, se contentou com meia dúzia de cargos de 2º e 3º escalão, como revelou uma graduada (e braba) fonte à coluna.
Cechin e o ex-petista Luiz Carlos Fort, o outro vereador do PP, têm desde o ano passado tentado ampliar a representatividade da sigla dentro do governo municipal, mas se queixa do que entendem ser falta de apoio interno do partido. Isso faz com que nenhuma casa tenha avançado nesse tabuleiro truncado.
Fato é que o 2026 chega aos pepistas com desejo de mudança, de renovação e de busca por um protagonismo perdido. Até aqui, são dois os nomes que devem buscar a presidência da sigla local, a ser deixada pelo ex-vereador Pablo Pacheco: o edil Fort (de um lado, representando a ala Ernani Polo/Pedro Westphalen) e o empresário e secretário de Turismo Ewerton Falk (que busca ser um nome “disruptivo” e sem ligação aos barões do partido).
Hoje, ainda é difícil dizer quem levará. Uma coisa, no entanto, se pode dizer: enquanto o PP não se recompõe e não resolve as rusgas internas, quem ganha espaço e cargos – é a outra queixa trazida à coluna – são os demais partidos aliados ao governo Decimo/Lúcia, com ênfase ao Republicanos.