Dois nomes à AL põem o PT no caminho da glória ou da derrota

Dois nomes à AL põem o PT no caminho da glória ou da derrota

Foto: Divulgação

O PT santa-mariense se encaminha para oferecer ao mercado eleitoral de 4 de outubro dois candidatos à Assembleia Legislativa gaúcha. Com todos os riscos que isso implica, desde uma óbvia e inevitável divisão dos votos na comuna, ou até a uma dispersão da militância, que vai aderir a um ou outro concorrente.

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A coluna apurou que, embora existam esforços no sentido de que um ou outro desista da empreitada, a situação se coloca quase como de não retorno. Os movimentos de Sidinei Cardoso (vereador e presidente municipal petista) e Valdir Oliveira (edil mais votado da agremiação no pleito de 2024) indicam um quadro de irreversibilidade, faltando oito meses para o pleito e menos de seis para a convenção partidária oficializadora das candidaturas.

Publicamente, o tema não é tratado, mas conversando com militantes que têm acesso aos graúdos do partido, não há disfarce na preocupação: a menos que um deles ou, mais remotamente, ambos tenham excepcional votação fora dos limites da Boca do Monte, o petismo (e Santa Maria, por consequência) se verá sem deputado estadual, algo que ainda não ocorreu neste século.

O fato é que Sidinei e Valdir não perdem oportunidade de fazer a sua pré-campanha. O primeiro, por exemplo, esteve semana passada participando de reunião na regional Planalto do PT, no acampamento Libertação Camponesa, em Não-Me-Toque. Lá, junto à militância, discursou como concorrente a deputado.

Já o segundo noticiou nas redes sociais a presença em São Pedro do Sul, no início desta semana, e festejando o apoio de militantes locais, inclusive do presidente municipal da sigla, Ederson Morais, para a sua pretensão em outubro.

Aliás, Valdir não cansa de lembrar, e é politicamente legítimo, da afinidade histórica e de sangue com seu irmão, Valdeci Oliveira, presidente estadual da sigla, que concorre a deputado federal. De outra parte, Sidinei Pereira também realça, sempre que possível, sua ligação política com Paulo Pimenta (que esteve no mesmo ato em Não-Me-Toque), de quem foi assessor regional “a vida toda”.

Aos olhos e ouvidos de todos, porém, nem Valdeci, nem Pimenta demonstram qualquer contrariedade com a situação criada, evitando, na medida do possível, externar preferência pessoal. De todo modo, se nada mudar, o PT local se encaminha para a glória – ou a desgraça eleitoral inédita, dependendo do resultado das urnas.

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Claudemir Pereira

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