Foto: Vinicius Becker (Diário)
A postagem da prefeitura de Santa Maria na noite de Carnaval, na última sexta-feira (13), que fazia uso de um “meme” para destacar a importância da prevenção a doenças sexualmente transmissíveis – ao utilizar a imagem de uma criança com a frase “duas pessoas que vão usar camisinha no Carnaval se olhando” – caiu como uma bomba junto às redes sociais.
Em questão de minutos passou a percorrer os grupos de trocas de mensagens e ganhou, inclusive, repercussão na mídia estadual. O que, por si só, já foi um desastre, virou, agora, arsenal para mobilizar a oposição a poucos dias da abertura do Ano Legislativo, com a primeira sessão plenária na terça-feira (24).
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Ao acusar o golpe, a Secretaria de Comunicação (Secom) de onde partiu a postagem, que ficou no ar por cerca de 10 minutos, emitiu uma nota ao admitir que fez “uma avaliação equivocada”. Só que aí já era tarde demais. A oposição colocou o bloquinho na rua e fez, literalmente, um Carnaval.
Um dos vereadores mais indignados foi o pedetista Luiz Fernando Cuozzo Lemos, que usou as mesmas redes sociais para “lembrar” a prefeitura que há, de autoria dele, um Projeto de Lei (PL) referente à prevenção e enfrentamento à adultização e à sexualização de crianças e adolescentes.
Ainda em meio à folia momesca, a advogada Renata Quartiero, que é suplente de vereadora pelo PT e também integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB em Santa Maria, ingressou com uma denúncia junto à Câmara de Vereadores por infração político-administrativa contra o prefeito Rodrigo Decimo (PSD).
O fato é que, até aqui, o governo tem tido vários episódios de fogo-amigo, ainda que não necessariamente propositais. E esse episódio, especificamente, ainda vai render muita dor de cabeça à gestão municipal. O próximo líder do governo certamente terá muito trabalho pela frente.