Foto: Rian Lacerda
A prefeitura de Santa Maria se manifestou na manhã desta segunda-feira (9) sobre a mobilização realizada por estudantes contra o aumento da tarifa do transporte coletivo urbano na cidade.
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O protesto foi organizado pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (DCE) e começou por volta das 6h, com bloqueio na parada de ônibus da Rua do Acampamento e na Rua Vale Machado, no centro da cidade. A ação atinge apenas as linhas que atendem diretamente a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
As linhas Tancredo Neves/Campus e Circular/UFSM seguem operando normalmente, pois passam por outras regiões e não são impactadas pelo bloqueio.
A mobilização ocorre em protesto contra o reajuste da tarifa do transporte coletivo que entrou em vigor também nesta segunda-feira. Com o aumento, a passagem paga em dinheiro passou de R$ 6,50 para R$ 7,25, enquanto o valor no cartão do sistema municipal subiu de R$ 5,90 para R$ 6,65.
Nota da prefeitura
Em nota oficial, a prefeitura informou que acompanha a mobilização e destacou que o transporte coletivo é considerado um serviço essencial.
“Nestas primeiras horas do dia, a Prefeitura acompanha a manifestação dos estudantes que bloqueiam a passagem de ônibus do transporte coletivo pelas ruas de Santa Maria, uma vez que se trata de um serviço essencial para a população. Ressalta-se que, até o momento, não recebeu nenhum pedido formal por parte do DCE sobre o tema.”
No comunicado, o Executivo municipal também afirmou que o valor da tarifa estudantil teve o menor reajuste e que a decisão foi discutida no conselho responsável pelo tema.
“A Prefeitura reforça, ainda, que o valor da passagem aos estudantes é o que teve menor reajuste, sendo de comum acordo entre os integrantes do Conselho Municipal de Transportes, o qual o próprio DCE tem representação. Além disso, a tarifa em vigor está abaixo da tarifa técnica, o que também teve a aprovação do Conselho.”
Posicionamento do DCE
Procurada pela reportagem, a presidência do DCE afirmou que não enviou pedido formal à prefeitura porque a cobrança foi feita de forma pública.
Segundo a entidade, diante da manifestação aberta e das críticas já apresentadas ao reajuste, não haveria necessidade de encaminhar outro tipo de documento ao Executivo municipal.