Paulo Pimenta destaca reconstrução pós-enchentes, Compra Assistida e projeta eleições de 2026

Paulo Pimenta destaca reconstrução pós-enchentes, Compra Assistida e projeta eleições de 2026

Foto: Vitória Sarturi (Divulgação)

O deputado federal Paulo Pimenta (PT) afirmou que dezenas de obras de reconstrução já foram autorizadas pelo governo federal no Rio Grande do Sul após as enchentes, detalhou mudanças nos critérios de engenharia adotados no Estado, apresentou números do programa Compra Assistida e comentou o cenário político para as eleições de 2026. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Bom Dia, Cidade!, da Rádio CDN (93.5 FM).

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Segundo o parlamentar, os investimentos somam cerca de R$ 60 milhões apenas em obras já aprovadas, além de milhares de moradias em diferentes modalidades habitacionais. Ele também falou sobre investigações em andamento envolvendo o Banco Master, fraudes no INSS e criticou a situação do atendimento aos aposentados.


Reconstrução e adaptação a eventos climáticos

Paulo Pimenta citou a entrega de obras de reconstrução em diferentes municípios atingidos pelas enchentes. Segundo ele, em Barra do Rio Azul, foram entregues 11 pontes, enquanto em Imigrante, na região de Lajeado, mais de 10 pontes já foram inauguradas.

O deputado afirmou que há um conjunto de obras em diferentes estágios que totaliza cerca de R$ 60 milhões, todas já aprovadas e autorizadas pelo governo federal.

– Tem aí em torno de R$ 60 milhões. (…) Todas elas já estão autorizadas pelo governo federal. Agora, cabe à prefeitura cumprir as etapas necessárias para que, assim como as obras que já estão em execução, todas as outras também possam estar  – afirmou.

Pimenta explicou que, após a enchente de 2024, houve uma mudança no parâmetro técnico utilizado em obras de engenharia no Rio Grande do Sul. Até então, a referência era a cheia de 1941, considerada a maior da história do Estado.

– Todas as obras agora do Rio Grande do Sul passam a ter uma outra cota, a de 2024. Então, muitas pontes e muitas obras não têm como ser feitas da maneira como eram antes. São pontes mais altas, mais robustas – disse.

Ele acrescentou que áreas atingidas por alagamentos não poderão mais receber estruturas públicas essenciais.

– Essas unidades de saúde, escolas e também o trabalho da parte da habitação, estas áreas que foram alagadas, não podem mais ser utilizadas – afirmou.


Compra Assistida e construção de moradias

Outro ponto abordado foi o programa Compra Assistida, criado inicialmente em Santa Maria e que posteriormente foi adotado em nível nacional. A iniciativa permite que famílias afetadas por enchentes adquiram imóveis prontos, pagos integralmente com recursos do governo federal, até o valor de R$ 200 mil.

– O Compra Assistida é um programa que hoje virou um programa nacional, ele começou aqui em Santa Maria. (…) Nós vamos entregar essa semana a escritura de número 10.000 – disse Pimenta.

Segundo o deputado, centenas de famílias de Santa Maria já foram beneficiadas pelo programa. Ele destacou, no entanto, que o modelo tem limitações, principalmente em municípios com baixa oferta de imóveis disponíveis.

– As famílias que não foram contempladas com compra assistida, serão contempladas com a construção dos imóveis – afirmou.

Em Santa Maria, conforme o parlamentar, estão previstas cerca de 1.000 casas dentro do processo de reconstrução: 300 já contratadas, outras 340 na sequência e mais 300 ao longo do ano. Além disso, há 400 apartamentos vinculados ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), do programa Minha Casa, Minha Vida, que aguardam contratação pela Caixa Econômica Federal.

– Nós queremos até o final deste ano ter 1.500 casas contratadas ou já entregues em Santa Maria – disse.


Eleições de 2026 e articulações políticas

Ao comentar o cenário eleitoral de 2026, Pimenta afirmou que trabalha pela construção de uma aliança entre PT e PDT no Rio Grande do Sul. Segundo ele, o PT apresentou o nome de Edegar Pretto para o governo do Estado, enquanto o PDT indicou Juliana Brizola.

– Eu trabalho para que a gente possa ter a unidade do campo popular – afirmou.

O deputado disse que as direções partidárias devem definir candidaturas e alianças até o Carnaval.

– Depois do Carnaval, precisamos estar com esse tabuleiro montado – declarou.

No cenário nacional, Pimenta comentou as articulações para a chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele citou os nomes de Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Simone Tebet e afirmou acreditar que Haddad será candidato ao Senado. Sobre Tebet, destacou sua admiração.


Investigação do Banco Master

Pimenta classificou como grave a investigação envolvendo o Banco Master, que apura investimentos de fundos de previdência de servidores e de governos estaduais e municipais no banco, mesmo diante de sinais de dificuldades financeiras.

– Não é possível um roubo dessa dimensão ter passado sem que o Banco Central percebesse o que estava acontecendo – afirmou.

Segundo ele, a Polícia Federal tem total liberdade para investigar o caso.

– Quem estiver envolvido, que pague. A Polícia Federal hoje tem total independência para investigar esse crime ou qualquer outro crime – disse.

O deputado afirmou que o partido deve assinar o pedido de CPI do Banco Master, mas fez ressalvas.

– Às vezes, a CPI acaba favorecendo os criminosos – declarou, ao citar o risco de vazamento de informações sigilosas que podem prejudicar investigações em andamento.


Fraudes e atendimento do INSS

Sobre as fraudes no INSS, Pimenta explicou que a bancada do PT não assinou a CPI porque a investigação da Polícia Federal já estava em estágio avançado. Segundo ele, o esquema começou em 2021, após mudanças nas regras que permitiram a atuação de entidades fantasmas.

– Tudo isso começa em 2021, a partir da mudança de uma série de regras dentro do INSS, que permitiram que essas entidades fantasmas pudessem roubar os aposentados – disse.

Em Santa Maria, conforme o deputado, 5.500 aposentados e pensionistas já receberam de volta R$ 4,95 milhões.

– Isso aqui nunca aconteceu. (…) É decisão do presidente Lula, que imediatamente devolveu o dinheiro – afirmou.

Pimenta também fez duras críticas ao atendimento do INSS, citando filas, sistemas fora do ar e agências fechadas.

– Eu acho que é insustentável essa situação do INSS – disse.

Ele afirmou que vai verificar a informação de que 70% dos servidores estariam em home office desde a pandemia.

– Se isso é verdade, eu vou ser o primeiro a cobrar do presidente do INSS. Não é porque eu sou do governo que eu vou passar a mão por cima disso – concluiu.

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