Foto: Reprodução (TV Senado)
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga possíveis irregularidades no INSS terminou em confusão nesta quinta-feira (26), após a aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
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A decisão foi tomada por 14 votos a 7. Conforme relatou o portal g1, logo após o anúncio do resultado, parlamentares governistas se aproximaram da mesa diretora para contestar a contagem, dando início a um tumulto no plenário, com empurra-empurra e troca de agressões. Entre os envolvidos na confusão estiveram os deputados Rogério Correa (PT), o relator Alfredo Gaspar (União Brasil), além de Evair de Melo (Progressistas) e Luiz Lima (Novo). Parlamentares que ameaçavam brigar precisaram ser separados por colegas.
Após o tumulto, a sessão foi suspensa temporariamente e retomada minutos depois. O deputado Luiz Lima (Novo) afirmou ter sido atingido por um soco durante a confusão. Já Rogério Correa (PT) admitiu que o atingiu enquanto era empurrado, mas pediu desculpas em seguida.
Pedido de anulação
Durante a retomada dos trabalhos, o deputado Paulo Pimenta (PT) questionou o resultado da votação e pediu sua anulação. Segundo ele, houve “contraste” na contagem dos votos na modalidade simbólica.
– O resultado da votação foi 14 a 7. A TV Senado mostra isso. O regimento é claro no sentido de que o contraste da votação simbólica se dá entre a maioria e minoria dos presentes – afirmou Pimenta, ao sustentar que teria ocorrido erro na contagem.
O parlamentar também declarou que, caso o pedido não fosse acolhido, a bancada governista interpretaria o caso como fraude no resultado e levaria o caso ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil), além de apresentar representação no Conselho de Ética. O presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos), rejeitou o pedido de anulação. Ele afirmou que a contagem foi realizada duas vezes e que o resultado estava mantido, não sendo possível nova recontagem.
Confira a manifestação de Pimenta nas redes sociais:
Como foi a votação
A votação ocorreu de forma simbólica e em bloco (“em globo”), método no qual não há contagem nominal de votos. No sistema por contraste visual, os parlamentares favoráveis permanecem sentados, enquanto os contrários se levantam. Ao anunciar o resultado, Carlos Viana destacou que suplentes não teriam direito a voto. Durante a contagem em voz alta, afirmou ter identificado sete votos contrários, desconsiderando suplentes.
– Tem suplente aí. Só os titulares. Sete, a pauta está aprovada – declarou o senador, oficializando a aprovação dos requerimentos.
A sessão evidenciou o clima de tensão que marca os trabalhos da comissão e ampliou o embate entre governistas e oposição em torno das investigações.
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