Apesar da chuva, primeiro dia de vacinação contra a dengue aplica 250 doses em Santa Maria

Apesar da chuva, primeiro dia de vacinação contra a dengue aplica 250 doses em Santa Maria

Foto: Vitória Sarturi (Diário)

Apesar da chuva registrada na manhã deste sábado (7), a procura pela vacinação contra a dengue foi intensa em Santa Maria. Durante a primeira ação da campanha, realizada na Policlínica José Erasmo Crossetti, na região central da cidade, 250 doses do imunizante foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

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Conduzida por equipes da prefeitura de Santa Maria, a ação ocorreu das 9h às 13h e registrou longas filas até o começo da tarde. Inicialmente, a estrutura previa duas salas destinadas à aplicação do imunizante contra a dengue e uma para atendimento de rotina. Com o aumento da procura, o atendimento precisou ser ampliado, com a abertura de mais duas salas exclusivas para a campanha.


Aplicação

A vacina contra a dengue é aplicada em duas doses, com intervalo de três meses entre elas. Até então, a estratégia de imunização estava concentrada em áreas específicas do Estado, mas, com a ampliação anunciada pelo Governo do Rio Grande do Sul, a vacinação passa a abranger todo o território gaúcho.

Foto: Vitória Sarturi (Diário)

Ao todo, seis profissionais atuaram diretamente na aplicação das doses. Por se tratar de um imunizante novo no município, crianças e adolescentes vacinados permaneceram em observação por cerca de 15 minutos após a aplicação, conforme protocolo estabelecido pela Secretaria Municipal de Saúde e orientações do Ministério da Saúde, para monitoramento de possíveis reações adversas.

Em paralelo, também foram aplicadas 56 doses de vacinas de rotina, em atendimento realizado de forma simultânea no mesmo período.

Avaliação da Secretaria da Saúde

e explicou que a ação teve caráter estratégico para orientar os próximos passos da vacinação contra a dengue no município. Segundo ele, a iniciativa permitiu medir a adesão do público-alvo e identificar ajustes necessários na organização do atendimento.

Foto: Vitória Sarturi (Diário)

Nós tínhamos bastante expectativa com a chegada dessas doses em Santa Maria, e esse primeiro ato foi pensado justamente para avaliar a resposta da população. Mesmo com a chuva no início da manhã, tivemos uma adesão muito significativa, o que nos ajuda a entender o que está funcionando e o que precisa ser corrigido para ampliar a vacinação nas próximas semanas – afirmou o secretário.

Ribas também destacou que, a partir dessa avaliação inicial, a Secretaria de Saúde pretende descentralizar a estratégia, levando a vacinação para outras regiões da cidade. A intenção é ampliar o acesso ao imunizante e alcançar um número maior de crianças e adolescentes, além da área central onde ocorreu a primeira ação.


Famílias enfrentam a chuva para garantir imunização dos filhos

Mesmo com a chuva, o movimento na Policlínica José Erasmo Crossetti foi intenso ao longo do sábado. Famílias de diferentes bairros chegaram cedo para garantir a vacinação de crianças e adolescentes contra a dengue, demonstrando preocupação com a prevenção da doença e com a saúde dos filhos.

Foto: Vitória Sarturi (Diário)

O professor universitário Leandro Stevens, 43 anos, levou o filho Otávio Stevens, 10, para receber a primeira dose e destacou a importância de aderir à campanha desde o início: 

Por mais que seja um sábado chuvoso, a vacinação é extremamente importante. Nós fizemos questão de ser um dos primeiros a trazer o nosso filho, porque sabe da gravidade da dengue e da importância da prevenção.

Segundo ele, além da imunização, os cuidados seguem em casa, com atenção redobrada para evitar água parada e possíveis focos do mosquito transmissor.

A experiência pessoal com a doença também motivou o técnico em informática Paulo Alberto Weiss, 60 anos, a comparecer à ação com o filho Arthur Alberto Soares Weiss, 11. Ele contou que contraiu dengue em 2023 e relembrou os sintomas enfrentados. 

Foto: Vitória Sarturi (Diário)

É uma doença muito complicada, com dores no corpo, nas articulações, um mal-estar geral. Só quem passou sabe como é ruim, por isso eu acho fundamental trazer os filhos para vacinar – relatou. 

Weiss disse que ficou sabendo da campanha por meio do rádio e ressaltou a importância de ampliar a divulgação, especialmente no período de retorno às aulas, quando a circulação de crianças aumenta.

Foto: Vitória Sarturi (Diário)

Já a integrante da iniciativa Família Acolhedora, Cassinelli Haetinger, 46 anos, levou o filho Otávio Gabriel Haetinger, 13 anos, e reforçou que a vacinação é um investimento no futuro. 

– A dengue é uma doença que traz muitos problemas, e a vacinação salva vidas. Vale a pena esperar um pouco na fila, porque o benefício para a saúde é muito maior –  destacou. 

Ela explicou que, além da vacina, mantém uma rotina rigorosa de prevenção em casa, com cuidados no pátio, uso de repelentes e atenção constante para evitar o acúmulo de água.


Ampliação da vacinação

Até então, a estratégia de vacinação contra a dengue estava restrita a regiões específicas do Estado. Com a nova etapa, a imunização passa a alcançar todo o território gaúcho, beneficiando cerca de 630 mil crianças e adolescentes dentro da faixa etária elegível.

Foto: Vitória Sarturi (Diário)

Atualmente, a vacina utilizada na estratégia nacional é a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda Pharma. Conforme o Governo do Estado, está prevista para os próximos meses a ampliação da oferta, com a incorporação de um novo imunizante 100% nacional, desenvolvido pelo Instituto Butantan.

Ainda segundo o Estado, a vacinação do público geral deverá ocorrer de forma gradual, conforme a disponibilidade de doses, iniciando pela população de 59 anos e avançando progressivamente até alcançar pessoas a partir de 15 anos.


O que é a dengue?

Conforme o Ministério da Saúde, a dengue integra o grupo das arboviroses, doenças causadas por vírus transmitidos por vetores artrópodes. No Brasil, a transmissão ocorre pela fêmea do mosquito Aedes aegypti.

Trata-se de uma doença febril aguda, de evolução sistêmica e potencialmente debilitante. Embora a maioria dos pacientes se recupere, uma parcela pode evoluir para formas graves, com risco de morte. Segundo o Ministério da Saúde, quase a totalidade dos óbitos por dengue é evitável e está diretamente relacionada à rapidez do diagnóstico, à qualidade da assistência prestada e à organização da rede de saúde.

Principais sintomas: 

  • Febre alta e súbita, geralmente entre 39 °C e 40 °C;
  • Dores intensas no corpo, especialmente musculares e articulares;
  • Dor atrás dos olhos, que tende a se intensificar com o movimento;
  • Dor de cabeça forte;
  • Manchas vermelhas na pele, que podem surgir ao longo da evolução da doença;
  • Mal-estar geral, com prostração, cansaço, fraqueza e perda de apetite.


Cuidados recomendados à população

A Secretaria de Saúde orienta:

  • Manter caixas d’água bem fechadas
  • Colocar areia até a borda nos pratos de plantas
  • Não acumular água da chuva em recipientes
  • Manter tonéis e barris tampados
  • Guardar garrafas viradas para baixo
  • Limpar calhas e ralos
  • Trocar diariamente a água de potes de animais
  • Cuidar de piscinas, inclusive as de plástico
  • Destinar corretamente o lixo
  • Usar repelente em áreas de risco

Denúncias de locais com água parada podem ser feitas pelos telefones (55) 3174-1581 e (55) 7400-5525 (WhatsApp).


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Vitória Sarturi

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