Foto: Vitória Sarturi (Diário)
Para combater o mosquito Aedes aegypti, são necessárias diversas ações e estratégias. Uma delas é a vacinação. No início deste mês, o Estado ampliou a estratégia para todo o território gaúcho, possibilitando que municípios como Santa Maria também recebesse doses e imunizasse o público-alvo da campanha: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que ainda é a faixa etária que concentra o maior número de hospitalização por dengue no país.
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A primeira ação de imunização na cidade ocorreu no dia 7 de fevereiro. Até quarta-feira (18), segundo a Secretaria Municipal da Saúde, 575 crianças e adolescentes já haviam sido imunizadas contra a doença. A pasta alerta que o número deve aumentar, visto que nesta quinta estava prevista uma ação em turno estendido para esse público.
Estratégia
A vacina disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda Pharma. O esquema de imunização é composto por duas doses, que devem ser aplicadas com intervalo de três meses. Para se vacinar, é preciso apresentar documento com foto, CPF e cartão de vacinação. Os locais e horários com oferta do imunizante podem ser encontrados no site da prefeitura de Santa Maria.
Cenário local
Segundo o painel estadual de casos de dengue, até esta quinta, Santa Maria havia emitido 43 notificações de possíveis casos da doença em 2026. Desse número, dois diagnósticos foram confirmados, cinco descartados e 36 seguem em investigação.
Os números não são considerados alarmantes, mas têm exigido a atenção da Secretaria da Saúde, que começou 2026 com diversas ações de combate ao mosquito.
Entre 5 e 19 de janeiro, equipes da pasta realizaram o Levantamento Rápido de Índice para Aedes aegypti (LIRAa). O processo, que ocorre em parceria com o governo do Estado e inspeciona cerca de 1,5% dos imóveis com o auxílio de agentes de endemias, foi descrito como essencial pelo secretário da Saúde, Guilherme Ribas, em entrevista anterior ao Diário.
– A partir desses dados, direcionamos ações como a pulverização do BTI, visitas domiciliares para eliminação mecânica e tratamento focal para onde houver maior concentração de foco – justificou.
No início deste mês, a pasta divulgou os resultados obtidos. Segundo a Secretaria da Saúde, 3.481 residências foram vistoriadas durante o período, sendo identificada a presença do Aedes aegypti em 28 bairros.
Sobre o material coletado nos locais, 99 amostras deram positivo para larvas do mosquito, o que representa um aumento de 68% em comparação com o mesmo período em 2025.
Entre os bairros com maior incidência, estão Camobi (12 quarteirões positivos), Juscelino Kubitschek (10 quarteirões), Nova Santa Marta (oito quarteirões), Pinheiro Machado (seis quarteirões) e Urlândia (cinco quarteirões).
Além das vistorias e pulverizações nesses locais, o secretário municipal da Saúde pretende apostar em mais uma frente estratégica: a educação.
– Em 2026, pretendemos ampliar a equipe de Educação em Saúde, com dois agentes dedicados exclusivamente ao diálogo com escolas, instituições e bairros. Nosso objetivo é conscientizar a população de que o cuidado com a própria casa é essencial – reforça Ribas.